Domingo, 19 de Julho de 2009

Quando o olhar diz...


Quando o olhar diz...
me pega, me acerta, me beija
me joga no abismo
e a bruxa malvada
se perde na mata
e ainda assim ri
e é no voo do vento
o símbolo mundano
que me persegue e seduz

... e tudo volta a ser insano.

Quando o olhar diz...
me cala, me abraça, me aperta
me fala baixinho
ainda sou teu amigo
ainda quero o paraíso
o céu de ametista no horizonte azul

Quando o olhar diz... te amo
não há palavras que traduzem
o canto do aprendiz
e é na busca do ato
minha fraqueza
e teu embaraço!

Dhenova - Audiverimus

Inspiração


É na fúria do mar
que busco inspiração, na canção

é no grito do vento
o encontro com o tempo, os elementos

é na força da chuva
a essência mais pura, a loucura

é no campo mais verde
o olhar de romance, instante presente

é no lago mais límpido
o sabor da figura, digna leitura

é na terra gelada
o vício de amor, paixão desenfreada

é no ar morno
o sono profundo, moribundo

é na areia da praia, tocaia...
que acordo!

Dhenova - 06/04/2009

ASTRUM

A mais bela canção onírica
S urgirá no vento das almas
T rará com ela a consciência
R imada nos versos de um poeta
U m respeito mútuo devido à terra
M ilagre único do homem desenvolvido.

Dhenova
junho-2009

Quarta-feira, 15 de Julho de 2009

AUDIVERIMUS - Cromático Blues


Audiverĭmus é um projeto conceitual que joga sinais visuais, sonoros e verbais para uma singular comunicação filosófica de exploração e crítica da realidade. Coloca, longe de pudores e diretrizes, questões sobre a realidade, identidade, subjetividade e o agir no tempo e no espaço.

Esse e-book documenta Cromático Blues, um projeto que reúne música de Wasil Sacharuk e poesia de Dhenova.

Esteja conosco um pouquinho e tente pensar essa proposta como um manuscrito emblemático que desafia as velhas tradições interpretativas da arte.

baixe o e-book aqui:
http://recantodasletras.uol.com.br/e-livros/1700746

Domingo, 7 de Junho de 2009

Ainda sou a mesma


poesia e vox de Dhenova
música e banda de Sacharuk
apresentando Dani Maiolo

Ainda sou a mesma

Ainda sou a mesma
Sou a que se diverte
e se une e volta a expressar
Sou a que se dilui
e se funde
e volta a narrar
Sou a que se diferencia
e se derrete
e volta a cantar
Sou a que se dispersa
e se funde
e volta a encontrar

Sou o que sou
sem dispersar
Sou a que se diferencia
e se une
e volta a expressar
Sou a que se diverte
e se derrete
e volta a narrar
Sou a que se dilui
E se funde e se une
e volta a cantar
Sou o que sou e volto a narrar
sou quem volta a cantar
a cantar

Ainda sou a mesma

(Dhenova)

Quinta-feira, 28 de Maio de 2009

Autosuficiência



Ah! Ah... aquelas janelas

Foram tantas e tantas
De todos os tamanhos
Tipos
Cores
Formas

A última... grande demais
E mal cabia meu universo
Muitos risos, pouco choro

Agora, minha janela
Tem o tamanho perfeito
Traz com ela a liberdade
Nela, acabam-se os males do mundo

Da minha janela
Esqueço o ontem
Preparo o hoje
Visualizo o amanhã

Busco o novo

Da janela do meu quarto.

Dhenova - in Cromático Blues

Sexta-feira, 22 de Maio de 2009

A busca



A Busca

Os cabelos estão totalmente ocultos
pelo capuz negro que revela apenas
uma pequena parte da face de pele muito branca

E ela avança pela escura ruela
banhada por uma contínua e espessa chuva
que traz a promessa de não se esgotar

As águas que caem do céu
encontram o chão de pedras,
e quando unidas ao sopro drástico do vento,
compõem um misterioso som
que se apodera do vazio noturno
A tormenta obriga a pressa dos passos

Talvez não haja mais tempo para dissuadi-lo!
Passos decididos vencem a travessia da ponte
e investem cansados contra o alto

A força supera a pressa e no frágil corpo
transparece toda a angústia e o desespero
Incontáveis passos firmes
serão ainda precisos
sobre o solo enlamaçado
que conduz ao topo

Estará ele ainda lá?

Surgindo pleno de glória da margem do precipício,
um homem abre os braços prontos a agarrar-se no mundo
e, tal como um corajoso pássaro,
desafia a grande chuva
e as alturas,
em nome da liberdade

Estará ele ainda lá?

Ao cessar das forças
a natureza se encarrega de orquestrar
o ato final

Estará ele ainda lá?


Wasil Sacharuk - in "Portal de Vesta"

Terça-feira, 31 de Março de 2009

"Terra elemento" - a letra

TERRA ELEMENTO

O Segundo
é a grande força de trabalho,
de todos os instintos,
de sensualidade
e de uma propensão exagerada
aos prazeres

é onde reina um espírito
de lentidão,de densidade,
de peso, de imobilidade

viver significa cheirar,
provar,apalpar,
ver, escutar...

É símbolo da matéria-prima,
assimilável à Terra-elemento,
à Terra maternal.

Letra de Chevalier - adaptação Dhenova

"Terra elemento", do álbum Portal de Vesta

Terra elemento
Letra de Chevalier e Dhenova
Música de Bards e Sacharuk

Gravado na Platoscave2008
para o álbum Portal de Vesta

Dhenova - vox
Sacharuk - band e backing vox

Ouça em mp3 clicando aqui



"Paralelo", do álbum Portal de Vesta

Paralelo
música e execução de Wasil Sacharuk
Gravado na Platoscave2008

Clique aqui para ouvir em mp3

Quinta-feira, 12 de Março de 2009

A GUARDIÃ


Terra, Terra, Terra

“Me enoja o cheiro de água sanitária das salas de espera. Aquela sensação de limpeza artificial. Olho ao redor e vejo, por trás de cada cadeira, embaixo do tapete, atrás dos quadros baratos, a existência de milhares de germes que jamais serão exterminados.
Antes de sair, olho mais uma vez para Orestes no sofá verde desbotado. A expressão é de um menino assustado. Tenho vontade de abraçá-lo outra vez, mas não posso agora.
Passo pelos vários corredores e, finalmente, chego à rua. O ar não tem mais o cheiro de água sanitária. O final de semana está chegando e, com ele, finados. Preciso comprar uma coroa nova para levar ao túmulo de papai. Os outros dois, no fim do cemitério, no lugar dos indigentes, com certeza, não receberão flores.”

“E os castelos cor-de-rosa que eram cinzas foram destruídos. Um a um despencaram das bases. Não sobrou pedra inteira. Nenhuma para contar o que houve. Ninguém apareceu e sumiu, deixou vestígios da destruição, mas alguém que nunca será ninguém reconstruiu o que tinha sido destruído.” (Elementos)

Terça-feira, 24 de Fevereiro de 2009

Autosuficiência


Ah! Ah... aquelas janelas

Foram tantas e tantas
De todos os tamanhos
Tipos
Cores
Formas

A última... grande demais
E mal cabia meu universo
Muitos risos, pouco choro

Agora, minha janela
Tem o tamanho perfeito
Traz com ela a liberdade
Nela, acabam-se os males do mundo

Da minha janela
Esqueço o ontem
Preparo o hoje
Visualizo o amanhã

Busco o novo

Da janela do meu quarto.

Letra de Dhenova
Música de Sacharuk

Seja Único


Deixe tudo para depois
Seja único
Esqueça o ontem
Seja único
Deixe tudo...

Deixe tudo para depois
Seja único
Esqueça o ontem
Seja único
Acredite no novo

Deixe tudo para depois
Esqueça o todo
Concentre-se no eu...

Esqueça tudo
Seja único
Acredite no novo
deixe o ontem
Seja meu...

Acredite no novo
deixe o ontem
Seja meu...

Deixe o ontem
Esqueça o todo
Seja o tudo
Seja o novo
Seja o único

Deixe o ontem
Esqueça o todo
Seja o tudo
Seja o novo
Seja o único

Deixe tudo para depois
Concentre-se no eu
Eu...

Esqueça o ontem
Esqueça tudo
Seja único
Seja eu e você.

Deixe o ontem
Esqueça o todo
Seja o tudo
Seja o novo
Seja o único

Deixe tudo para depois
Seja único
Esqueça o ontem

Acredite no novo
Esqueça o todo
Esqueça tudo
Deixe o ontem

Seja meu
Concentre-se no eu
Meu...

Deixe tudo para depois
Esqueça o ontem
Esqueça tudo
Seja único
Seja eu e você.

Letra de Dhenova
Música de Sacharuk

A Sombra


Um dia aconteceu
Uma bruxa, uma bruxa nasceu
O mês era junho
O dia era o sexto.

Um dia aconteceu
Uma bruxa, uma bruxa nasceu

Um dia aconteceu
Ela, a maga, a Maga
Aconteceu

Tão louca e apaixonada
Às vezes, tão desvairada...

Sob o signo de gêmeos
Dualidade na semelhança

Sob o signo de gêmeos

O duplo - bem ou mal?

Uma das partes sente, age
Enquanto a outra, expectadora
Vê o agir, o sentir.

À MADALENA GITANA com amor da tua tribo AUDIVERIMUS

Letra de Dhenova
Música de Sacharuk

Ainda sou a mesma



Ainda sou a mesma

Ainda sou a mesma
Sou a que se diverte
e se une e volta a expressar
Sou a que se dilui
e se funde
e volta a narrar
Sou a que se diferencia
e se derrete
e volta a cantar
Sou a que se dispersa
e se funde
e volta a encontrar

Sou o que sou
sem dispersar
Sou a que se diferencia
e se une
e volta a expressar
Sou a que se diverte
e se derrete
e volta a narrar
Sou a que se dilui
E se funde e se une
e volta a cantar
Sou o que sou e volto a narrar
sou quem volta a cantar
a cantar

Ainda sou a mesma

Ainda sou a mesma.
Sou a que se diverte
e se une e volta a expressar
Sou a que se dilui
e se funde
e volta a narrar
Sou a que se diferencia
e se derrete
e volta a cantar
Sou a que se dispersa
e se funde
e volta a encontrar

Sou o que sou
sem dispersar
Sou a que se diferencia
e se une
e volta a expressar
Sou a que se diverte
e se derrete
e volta a narrar
Sou a que se dilui
E se funde e se une
e volta a cantar
Sou o que sou e volto a narrar
sou quem volta a cantar
a cantar

Ainda sou a mesma

Letra de Dhenova
Música de Sacharuk

A DANÇA DO REI



Ò mar!
Foi lá...
(Eu)
Foi lá no mar ah

Dancei para o rei e o véu no ar, dancei
(O rei)
Eu dancei para o rei na beira do mar eh
Eu dancei para o rei
O véu a balançar
(O rei) (Eu)
Eu dancei para o rei e o véu a balançar
O véu e o ar
Eu dancei para o rei na beira-mar eh
Eu dancei ao luar
O véu e o ar o rei o mar
Eu dancei para o rei
A espada o rei a água e o ar
Eu dancei para o rei
O véu o ar
Dancei

(Audiverimus)

Eu dancei
para o rei
A espada e o rei
Eu dancei ao luar
A espada e o luar
Eu dancei para o rei
O véu e o luar
Eu dancei para o rei
O véu a balançar

Letra de Dhenova
Música de Sacharuk

Terça-feira, 13 de Janeiro de 2009

ECO



ECO


Letra de Dhenova

Música de Sacharuk


Se eu pudesse dizer o que está escondido

bem lá no fundo


Se a terra permanecesse estática,

a tontura continuaria

apenas por mais um momento


Se o mar secasse,

a sede existiria

ainda por um período ínfimo


Se o sol não andasse

tão nublado ultimamente,

o calor seria permissível


Se o ar não fosse tão puro,

a fumaça dos cigarros

ficaria por mais tempo


No entanto, nada disso acontece,

a vida continua a dança

louca e inacreditável


E, louco e inacreditável,

ainda permanece o que sinto por ti


Mesmo que todo o universo

conspire contra isso.

A Espera



A ESPERA

Letra de DHENOVA
Música de SACHARUK

Que eu me renda não espere
Não lembre da chuva amena
Não espere que eu seja doce
Não queira me dizer onde está o sol

Não espere que eu aceite
Não sinta pena nem dó
Não espere que eu me acalme
Não tente explicar

Não, não sinta nada
Não espere que eu mude
Não espere a doçura
Não, não há chuva que resista ao vento frio

Lá, atrás do monte
Está escondido um tesouro
Feito sob cruzes de prata
O anel de vidro
Mãos que se juntaram
Lá, é lá atrás do monte

Lá, é lá atrás do monte
Que está escondido um tesouro
Feito sob cruzes, sob cruzes de prata
O anel de vidro, mãos que se juntam
Lá, é lá atrás do morro, do monte azul

Não, não sinta nada (como sempre)
Não espere que eu me mude, ou simplesmente mude
Não espere a doçura (no rosto de pedra?)
Não, não há chuva que resista ao vento, ao vento frio

Não, não espere que eu aceite
Não, não sinta pena, não sinta dó
Não, não espere que eu me acalme
Não, nem sequer tente explicar

Que eu me renda não espere
Não, não lembre da chuva amena
Não, não espere que eu seja doce
Não, não queira me dizer por onde anda o sol

Por onde anda o sol?

A Chave


(imagem do vídeo "Astrum" - no YouTube)

A CHAVE

Letra de Dhenova
Música de Sacharuk

E era dia outra vez
Mas também era noite

Quase sem querer
Lembrei do teu sorriso
Do branco e da esmeralda
Do toque de mãos
Suave carícia

Quase sem querer
Pensei nas madrugadas
A solidão de não estar só
O diálogo mudo
Silêncio tranqüilo

Quase sem querer
Desejei tua presença inexistente
O toque dos lábios
Estranho delírio
Doce paixão

E era noite outra vez...
Mas ainda seria dia.

Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Ciranda

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Deixo o teu beijo
Congelado
Grudado no meu cheiro
Atado

Deixo o amor
Salgado
Exato
Atado no teu querer

Quero o sol
Do teu beijo
Esqueça o amanhecer

No beijo roubado
O teu pecado
O meu cheiro
Grudado
No teu querer

Deixo o amor
Atado
Grudado
Congelado no teu cheiro

Deixo meu beijo
Atado, exato, atado
Salgado, exato, atado (atado, salgado)
Exato no meu querer
Esqueça o amanhecer
Queres o sol?
O meu beijo

No meu querer
O meu (teu) pecado
O teu cheiro
Grudado
Num beijo roubado

Sem amanhecer...

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